Arquivos Mensais: maio 2012

O Martelo da Perdição [DoomHammer] Está Entre Nós

Diz aí, você curte o Martelo da Perdição, mais conhecido como Doomhammer, o martelo do Thrall? Claro, quem não gosta né mesmo? Se eu te disser que agora você pode empunhar o martelo sagrado que foi passado de geração para geração da linhagem Doomhammer e que depois de Orgrim Doomhammer, hoje é empunhado por Thrall que com ele esmaga os crânios de seus inimigos com a sabedoria do Xamã do Mundo? Sim essa réplica do Martelo da Perdição, que tenho de admitir é magnifica é com certeza é a réplica mais perfeita de um martelo fictício que eu já vi desde o Mijolnir.

É Fabricado pela Epic Weapons, mesma empresa que nos trouxe a Gélido Lamento [Frostmourne] (que está fora de catálogo), com certeza trata-se de um item de peso inestimável, primeiro de tudo ele é enorme, o compare com a réplica da Gélido Lamento na imagem, é um baita de um martelão. O acabamento é perfeito, com tudo que tem direito até a insígnia do Lobo da Neve que Thrall deve ter esculpido depois de retirar a lâmina do topo e os espinhos das pontas. Eu não sei por que ele fez isso, talvez fosse esse o primeiro sinal de que ele é um Orc atípico, que prefere o diálogo em detrimento da carnificina comum a sua raça e concordo com ele, já é um martelo impressionante sem eles.

E se você pensa em importar esse item lendário aqui pro Brasil, esteja avisado que irá desembolsar uma grana preta, só o frete mais barato disponível na Epic Weapons não sai por menos de $850 (mais caro que o próprio item), somado ao valor do martelo de $349.95 (sem a base) que com a alta do dólar vai dobrar o preço do produto, mais os impostos que devem ser pagos (em dinheiro, somente) no instante da retirada do pacote na transportadora… seu cofrinho vai ter que ter pelo menos umas R$ 3500,00 moedas de 1 Real, chutando baixo.

E você leitor, está disposto a desembolsar essa grana? Eu estou de olho em um item que a meu ver é muito mais valioso (e que se concretizar) trarei um Unboxing exclusivo aqui no wowbsb.com, por isso, só no fim do ano “Martelinho da Perdição” seu lintichênho!

Guia: Primeiros Passos no Modo Hardcore [Adaptado]

Tradução livre e com adaptações da postagem de Eyal Stern “KOKOStern

Algumas pessoas corajosas decidem jogar Diablo III como deve ser jogado, da maneira mais “fodásticamente” difícil. Você também pode chamar essas pessoas de ousadas ou mesmo suicidas, e são, mas isso é apenas a maneira que elas gostam de jogar, no modo Hardcore. (que chamo de modo DURÃO ou Chuck Norris). Aqui reunimos algumas informações e dicas sobre como detonar nesse estilo de vida, fique atento e vê se não morre!

Mantenha-se Sempre à Salvo

Uma das coisas mais assustadoras que você tem de lidar é com “cair matando” em cima dos inimigos durante o combate. Ninguém gosta de ser surpreendido por um par de Elites ou de uma criatura Rara bem na sua frente. Se você entrar em um jogo público, perguntar aos seus colegas jogadores se é seguro se juntar a eles é muito prudente. Uma maneira rápida é simplesmente escrever “Seguro?” ou “BS?” Que simplesmente significa – Banner Seguro? Traduzindo – Posso clicar no seu estandarte e me teleportar até aí e não me lascar todo ficar em grave perigo? – Comunique-se com as pessoas, pergunte se elas estão prontas para enfrentar um Chefão e leve em consideração diferentes táticas para lidar com as diferentes situações que surgirem.

A maneira mais simples de se manter vivo é nunca é ser acertado, mas é impossível enfrentar hordas de demônios e sair sem nenhum arranhão. Antes de começar CADA combate, é preciso colocar suas defesas lá em cima e apesar de Armadura, Chance de Esquiva e as Resistências serem boas pedidas, aumentar cada vez mais sua Vida é a melhor tática. Itens que lhe deem vitalidade devem ser prioridade acima de quase tudo. A única coisa que pode ser mais importante que a Vitalidade talvez seja seu atributo de DPS (ou seja, For para o meu Bárbaro). Certifique-se de ter um bom equilíbrio entre os dois, não adianta ter um monte de vida e não ser capaz de matar nem uma lagartixa, assim não ajuda na sua sobrevivência.

Nunca brinque com o lag. Você provavelmente sabe disso, mas decidimos colocar aqui de qualquer forma, com meros 2 segundos de descontrole sobre seu personagem se passa de vivo(a) a morto(a). Em Diablo, Lag = Morte. Se você tiver atrasos ou pior – picos de lag, pare de jogar e arrume sua conexão.

Ferramentas de Destruição

A partir do momento que se prioriza a vida em detrimento do dano, pode levar algum tempo para derrotar os inimigos. Com um personagem que ataca a distância deve-se usar boa quantidade de feitiços de Crowd Control (CC) para se manter seguro enquanto estiver reduzir gradativamente a saúde inimiga. Com um personagem “melee” (que luta de perto), sempre fique de olho na sua saúde durante o combate e certifique-se de ter algum tipo de Mecanismo de Fuga pra quando as coisas ficarem ruins. Utlize-se o Modo Preferencial para ter mais liberdade com suas Habilidades e use mais as Defensivas em detrimento das ofensivas, pode acreditar, é o melhor caminho a se seguir.

Felizmente os chefões do jogo são encontros com roteiros pré-definidos, aprender suas sequências de ataques vão torná-los fáceis de evitar, transformando a maioria dos combates com chefes uma moleza. Monstros de Elite, por outro lado são extremamente mais perigosos, nunca se sabe o que você vai acabar enfrentando e alguns podem realmente ser um problema, Raros e Elites devem ser tratados com extrema cautela e nunca subestimados, às vezes é melhor apenas deixar eles pra lá e não enfrentar, se for possível.

Progressão do Personagem

Os itens são a principal maneira de personalizar seu personagem e no começo é possível ter problemas em encontrar o equipamento certo. A parte mais problemática de jogar no modo Hardcore não são os níveis mais altos, é o início. Os Atos 1 e 2 na dificuldade Normal são problemáticos já que seu personagem não tem muitas opções com relação a habilidades e seus itens são substituídos a medida que se sobe de nível rapidamente.

Ao se atingir por volta do nível 20 geralmente durante o Ato 2 e enquanto percorre o Ato 3, você vai começar a encontrar itens apropriados e é aí que as decisões devem ser tomadas. No estado atual (30/05/2012) da economia do jogo, a melhor maneira de obter bons itens é através da Casa de Leilões, pode “ignorar” o ferreiro completamente. Isto também significa vender seus itens ao invés de guardá-los. Um item mágico aleatório pode ser vendido por cerca de 80-120 peças de ouro (bem relativo esse valor), ou Reciclado para lhe fornecer matéria-prima de artesanato e uma chance de obter matéria-prima rara, mas deixe essa possibilidade de lado no início, pra que criar itens (normais e raros) quando é possível comprá-los, apenas venda seus itens.

Então, que itens você deve querer? A resposta é muito simples, os com bônus de Vitalidade e bônus para o seu atributo relacionado com dano (Força para Bárbaros, Destreza para os Monges, etc.), nada mais deve realmente ser importante pra você (além do DPS da sua arma, é claro). Vamos olhar o meu Bárbaro, vou procurar armas de 2 mãos (e de 1 mão, mas isso pode custar o dobro em ouro) do meu nível atual e de até 10 níveis abaixo também. Os atributos que eu estou procurando são Vit e For com cerca de 40 em cada. Eu classifico por Arremate partindo do mais barato e verifico se há alguma coisa boa, então encontro apenas alguns resultados para 40 em ambos For e Vit, mas todos eles são muito caros pra mim, reduzo o nível de exigência para 30 e tento novamente. Depois repito os mesmos passos para armaduras (busco todas as peças de armadura, sem necessidade de especificar os atributos novamente) para tentar achar alguns itens novos legais, compro o que posso de acordo com meu orçamento.

Esse método de utilização da CdL é uma via de mão-dupla, se durante seu jogo cair um item com um bônus de Vit alto e outro atributo que você não precise (meu Bárbaro não precisa de braçadeiras com Vit e Int), fique a vontade para ir à CdL e vendê-lo, certifique-se de verificar os itens semelhantes e os respectivos preços antes de leiloar e depois é só aguardar sua venda. Quando se substitui um item velho por um melhor pense se é viável vendê-lo, só de vender o que você encontra durante sua jogatina, já é possível se sustentar e se tornar cada vez mais forte a todo instante. Se é o seu primeiro personagem Hardcore pode ser um pouco mais difícil no início, contudo o ouro é compartilhado entre os personagens, por isso, se você perdeu um, vai começar o próximo com uma “poupança” pra ajudar.

Auto-Avaliação

Então, como está indo? Você deve sempre querer uma boa quantidade de PV (pontos de vida) especialmente quando entrar em lutas contra chefões. Embora os ataques dos chefes sejam fáceis de evitar, quando eles batem, batem pra valer e você quer ser capaz de aguentar o tranco. No primeiro ato, tenha pelo menos 1K (1000) de PV ao enfrentar o último chefe dele. No Ato 2, é bom ter 2k até o Belial (chefão do Ato 2), se quiser sobreviver ao pancadão dele vai precisar de mais de 3k de PV.

Com relação aos níveis, é bom terminar no nível 15 o Ato 1 e pelo menos no nível 25 o Ato 2. Obviamente é bom jogar com o maior número possível de pessoas (até agora, só 4), ter um grupo completo também significa mais monstros e progressão mais rápida, portanto, mais níveis. Não se sinta obrigado a voltar atrás e “lapidar” (grind, sem equivalente apropriado em português) mais e mais seu personagem, se surgir um obstáculo no seu caminho (ex.: precisa de 1 nível pra usar um item melhor que você achou), talvez seja melhor repetir as últimas missões um pouco até subir.

Tantas Mortes Podem Irritar

Como dito antes,  a parte mais difícil de jogar no Hardcore não está nos níveis de dificuldade mais altos e sim no início. Os Atos 1 e 2 da dificuldade Normal não são apenas difíceis, eles também são cansativos, se perder um personagem Hardcore terá que começar tudo de novo e os atos seguintes rapidamente vão se tornar bastante tediosos. Você vai querer apressar as coisas o máximo, é possível, mas é preciso atenção redobrada a tudo.

Levando em consideração todas essas dicas, a coisa mais importante é ter um grupo completo, pois com ele você vai ganhar níveis e progredir muito mais rápido mesmo quando seu nível estiver abaixo dos demais. Desde que vocês tenham certeza de matar tudo e não peguem nenhum atalho no caminho, será possível terminar o Ato 1 em cerca de 2 horas e no nível 15. Tomando os devidos cuidados com monstros Raros e Elites, provavelmente sua jornada não seja tão assustadora assim, ao jogando com amigos divida os saques (loot) e os itens, eles certamente ajudarão a percorrer o início do jogo, onde conseguir bons itens é problemático.

Conclusão

Se você é ousado e procura verdadeiros desafios, o modo Hardcore é o caminho certo. Diablo III tem certos problemas, mas jogar no Hardcore ainda é incrivelmente emocionante, superar o medo da morte com os amigos é um sentimento e tanto, a medida que fortalecem seus personagens e derrotam um chefão após o outro nos vários níveis de dificuldade vocês se sentirão cada vez melhores. Contudo, ao se perder um personagem de alto nível, as menores recompensas serão lembradas, o sentimento de perda será enorme. Então deixe o passado para trás e afogue suas mágoas, mais saiba que o próximo personagem está a apenas alguns cliques e aventuras sem fim o aguardam.

Ou até você se cansar de jogar o Ato 1 pela 1000ª vez…

Qual Ser Raro é o Mais Famoso do WoW?

Lá estava eu nos Sertões Setentrionais [Northern Barrens] com meu personagem principal (o Barendd) fazendo a nova sequência de missões para conseguir meu título de Mestre Historiador, quando percebi que estavam surgindo muitos “monstros” raros, esse fato em si não é tão surpreendente já que hoje em dia não é incomum, quando passamos por uma área pouco povoada por personagens subindo de nível. Nessa brincadeira eu vi muitos seres raros e dentre todas as criaturas raras que vi Huma, o Senhor dos Leões que já foi mais conhecido como um desejado ajudante da classe Caçador(a) antes da expansão do Lich Rei, ele também era o único leão negro no jogo, coisa rara naquela época.

Qual seria a criatura rara, mais famosa do WoW? Na minha opinião com certeza o Protodraco do Tempo Perdido [Time-Lost Proto-Drake] que leva, literalmente, milhões de jogadores(as) a perderem a sanidade na tentativa de encontrar essa montaria ainda hoje, por sua raridade e ainda por cima por ter de matá-la sozinho(a) pra não correr o risco de perder o saque pra algum outro engraçadinho. Curiosamente, parece que a maioria das criaturas raras mais conhecidas no jogo são adições recentes, embora os jogadores dos primórdios do World of Warcraft possam discordar.

E pra você, qual a criatura rara mais fascinante ou mais difícil de encontrar? Já conseguiu domá-la caso de seja um Caçador(a) ou conquistá-la, se for possível?

Diablo III – Análise Após “Terminar” o Game [Atualizado]

O fim de uma lenda?

O lançamento de um título Diablo por si só é um acontecimento especial pois são jogos que normalmente proporcionam conteúdo e diversão por anos. Consideremos por exemplo, o número de pessoas que ainda jogam Diablo II: Lord of Destruction, Diablo III é mais do que um simples lançamento, é o início de uma nova etapa para a legião de fãs da franquia. Um lançamento como este não possui barreiras e atrai todos os tipos de jogadores. Diablo III pode ser classificado como “hack-and-slash”, RPG “aponte-e-clique” de ação e/ou aventura, mas prefiro o antiquado “dungeon crawl”.

As origens do “dungeon crawl” são muito anteriores a Diablo, remontam aos jogos de tabuleiro, os exemplos que chegaram ao Brasil são Dungeons&Dragons e Hero Quest. Em termos simplistas, esse termo é conhecido por três aspectos, a exploração de masmorras, a chacina de inimigos e a conquista de tesouros, normalmente na forma de equipamentos e ouro, geralmente encontrados nos corpos dos adversários mortos ou em baús pelas masmorras. Outro aspecto importante tem a ver com a dificuldade de Diablo, que se mantém neste terceiro título. Normalmente, os níveis de dificuldade nos games são estruturados com base em que, qualquer jogador possa ter acesso à mesma experiência de jogo, só que com um nível de desafio correspondentes à sua habilidade, duas pessoas podem jogar o mesmo título em dificuldades diferentes e terão exatamente a mesma experiência. Este é o padrão dos games hoje em dia.

Diablo funciona de forma um pouco diferente. Não é dividido em aumento de nível e conteúdo final de jogo como acontece com World of Warcraft e MMOs em geral. O jogo possui quatro níveis de dificuldade, Normal, Pesadelo (Nightmare), Tormento (Hell) e Inferno. Essas dificuldades devem ser jogadas na ordem, só terminando a história principal no Normal podemos passar ao modo de dificuldade seguinte e assim sucessivamente. É verdade que a história do jogo é completamente consumida na primeira jornada (ou não), mas seu conteúdo como um todo está longe de ser exaurido apenas em uma dificuldade. As masmorras geradas aleatoriamente e espalhadas pelo jogo trazem ótimos desafios, inimigos duros na queda e recompensas gratificantes. O chefão Diablo em si é bem fácil quando comparado com alguns monstros elite que andam acompanhados de lacaios e quase sempre de outros idênticos a eles. Existem várias peças de equipamentos exclusivas nos níveis de dificuldade posteriores ao primeiro e a própria fabricação de itens por si só se desenvolve verdadeiramente depois do nível Pesadelo (Nightmare). Quem acha que acabou Diablo III em pouco mais de 8 horas no Normal, deve pensar melhor. Seu jogo apenas começou!

Em termos narrativos Diablo III é fiel as origens, o que o diferencia dos RPGs modernos. 20 anos depois dos eventos de Diablo II e sua expansão Lord of Destruction, a estrela cadente prenuncia aquilo que o sábio Deckard Cain relata em seu “Book of Cain” (somente em inglês), que a eterna luta entre anjos e demônios vem, mais uma vez assolar Santuário. A sequencia principal de missões é extremamente linear e os jogadores são peças fundamentais nesse capitulo da saga Diablo, o game é dividido em 4 Atos, e estes em capítulos. Percebe-se grande trabalho por parte da empresa, sempre com vários livros espalhados pelos cenários onde todos os textos são lidos por dubladores, tudo em bom português brasileiro, vários vídeos que explicam o desenrolar dos acontecimentos e ao final de cada ato os clássicos filmes épicos que conhecemos desde o primeiro Diablo.

A comunidade do game teceu algumas críticas em relação a aparência do game, das personagens e do clima menos sombrio dos cenários. A meu ver essa crítica não é válida, o jogo está bem fiel aos dois anteriores e se analisarmos com cautela Diablo e Diablo II seguem o mesmo conceito (cartunesco) que tanto reclamaram neste terceiro game da série. É bom lembrar que hoje, as possibilidades de detalhamento que temos são superiores as existentes quando Diablo II saiu. Os cenários estão mais “iluminados”, mas os detalhes relacionados ao grotesco compensam a falta do tom opaco que alguns jogadores reclamaram, nada que uns ajustes (negativos a meu ver) na iluminação e qualidade de imagem do jogo não resolvam. Quem sabe se você jogar em resolução (800X600) e com tudo no minimo não se alcance o efeito desejado, alguém já tentou. Mas fique ciente que muitas das inovações graficas trazidas ao game se perderão, tais como redução nas animações dos heróis, nos vômitos dos monstros, nas fantásticas erupções de lava, nos insetos voadores e nas estátuas que se partem dinamicamente nos cenários. Desejo-lhes boa sorte.

Já na jogabilidade, uma das vantagens que sempre caracterizou a franquia é a sua facilidade, qualquer pessoa consegue jogar Diablo. A simplicidade inicial do jogo permite que qualquer um(a) seja capaz de navegar pelos ambientes clicando desenfreadamente com o botão esquerdo do mouse, enquanto utiliza poderes com o botão direito e as teclas numéricas, o que foi bem simplificado, sendo necessárias apenas 4 ou 5 teclas de atalho para desenvolver toda a ação. A curva de aprendizagem é boa mas chega um momento que só os fortes sobreviverão. É difícil descrever a variedade de adversários em Diablo III, são centenas de monstros saltando na tela a todo instante, com dezenas de mecânicas diferentes que exigem estratégia e adaptação, aliás um dos pontos fortes do estilo “dungeon crawl”. É preciso raciocínio e adaptabilidade, se jogado com três outros companheiros então é sangue, luz e diversão pra todo lado.

Jogar com outras pessoas é tão simples como ligar a TV. Agora é possível criar jogos públicos e quando entramos “no mundo de outrem” já adentramos na sequencia de missões que o “dono” do mundo está, a dificuldade do jogo se adapta instantaneamente ao número de jogadores, ficando mais difícil a medida que novos jogadores entram, é possível começar jogando sozinho e terminar o conteúdo jogando cooperativamente. Existem cinco classes para escolher Bárbaro(Barbarian), Caçador de Demônios(Demon Hunter), Monge(Monk), Feiticeiro(Witch Doctor)Arcanista(Wizard). O nível máximo (até agora) é o 60, mas esse não é o único elemento determinante no avanço de poder da personagem que escolhemos para proteger Santuário da ameaça demoníaca.

O sistema de progressão do jogo está dividido entre níveis, equipamento e as habilidades que escolhemos. Estas últimas talvez, as mais importantes, o que gerou alguma controvérsia ao substituir o modelo clássico de árvores de talentos. O novo sistema será também adaptado ao Mists of Pandaria. Em Diablo III funcionou muito bem, obrigado! O sistema atual é muito mais enxuto e pratico, em Diabo II de 50 talentos disponíveis escolhia-se uns poucos e os restantes eram esquecidos para todo o sempre. As habilidades são desbloqueadas automaticamente quando atingimos o nível necessário e estão distribuídas de forma a progredir com a personagem, tornando-as úteis tanto no início quanto no fim do jogo. Podemos escolher seis, dentre um conjunto de 22 habilidades diferentes que se dividem entre ofensivas, defensivas e muitas outras, a Blizzard é bem experiente nesta área e a variedade de habilidades é prova disso.

Ainda temos a disposição um conjunto de dezesseis Habilidades Passivas, de onde podemos escolher três por vez. Estas definem a nossa personagem de modo geral e são fundamentais para a determinação do tipo de herói ou heroína que queremos. Também existe certo controle sobre nossos Seguidores (o Templário, o Vigarista e a Sibila) que são personagens controladas pela IA (inteligência artificial) do jogo que nos ajudam quando jogamos sozinhos, cada um(a) também têm suas próprias habilidades que podem ser escolhidas pelo jogador(a), criando um parceiro de aventuras que complementa as habilidades de sua personagem. Isto já seria o bastante para um sistema com profundidade e boa variedade mas as Pedras Rúnicas vêm transforma-lo ainda mais. Basicamente cada habilidade pode utilizar uma dentre cinco Pedras Rúnicas que ampliam ou as vezes até modificam o efeito e utilidade da habilidade. É um dos melhores modelos de progressão e gestão de habilidades que já vi.

No caso da classe Bárbaro (a minha preferida) a escolha foi difícil, troquei de habilidades várias vezes até conseguir uma combinação que fosse de acordo com meu estilo de jogo. O tipo de equipamento também influencia nas habilidades que pegamos a cada momento, assim como os vários tipos de adversários que enfrentamos e principalmente as outras classes que se juntam a sua aventura. Como todo bom RPG de “dungeon crawl”,  não podiam faltar as recompensas. Diablo III, assim como seus antecessores funciona de forma que o jogador seja recompensado a todo instante por suas ações. Leia um livro e tenha acesso a parte do folclore que permeia o universo do jogo além de ganhar experiência com isso, derrote um grupo de adversários e colete itens e ouro.

Os “modificadores” dos itens, gerados aleatoriamente, são comuns nos RPG e é o que os torna viciantes devido ao elemento, surpresa, aliado à segurança que seremos sempre recompensados pelo nosso “esforço”. Os itens foram criados pensando em quase sempre possuirem um determinado número de estatísticas aleatórias, é possível ter muita sorte ou muito azar. Existem milhares de itens, todos eles com estatísticas próprias, as combinações são quase infinitas, as estatísticas não se resumem as clássicas força, destreza, vitalidade e etc. Existem algumas que oferecem maiores probabilidades de conseguir itens raros ou aumentam a vida gerada pelos Globos de Vida, o ouro ou a quantidade de experiência ganha por abate, sua resistência física, as resistências aos vários elementos de magia, enfim, as possibilidades são muitas.

Não é de estranhar que a Casa de Leilões esteja abarrotada, mesmo com poucos dias de lançamento (na data dessa postagem apenas 11 dias). Sempre é possível encontrar um item bom a venda, os jogadores estão sempre trocando os equipamentos à procura de melhorias que farão a diferença, é raro cair um item perfeito, boa parte dos equipamentos não nos servem mas podem ser úteis para algum outro jogador(a). A economia de Diablo III será um sucesso, com toda certeza. Esse game permitirá a venda de itens por dinheiro real (R$). Mais conhecida como Casa de Leilões em Dinheiro Real (ou CLDR). Ainda é cedo para avaliar o “serviço”, já que não está disponível até a data desta postagem, mas posso dizer que poderá marcar uma reviravolta nos modelos de compra nos jogos eletrônicos (ao menos os da Blizzard) e possibilitará que os jogadores consigam ganhar algum dinheiro com seu tempo de jogo.

Ninguém acreditava nos DLC, mas parece que estão ai para ficar. Pois o que esta CLDR busca fazer é entregar a economia do game aos jogadores, deixar que a comunidade determine o valor dos itens e do tempo jogado fora. Muita gente duvidou dos modelos free-to-play (gratuitos) com base em micro-transações e vejam o sucesso que têm tido. A Blizzard já confirmou que cobrará uma pequena “taxa” de cada venda (no ato) e ainda não sabemos o valor que alguns itens terão, entregar o poder à comunidade é louvável, mas deve ser acompanhado com atenção daqui por diante.

Em termos de duração, a campanha na dificuldade Normal é curta, principalmente se levarmos em consideração o tempo que esperamos por este game, por outro lado, considerando o fator replay, que praticamente nos obriga a jogá-lo 4 vezes, uma em cada dificuldade até a Inferno onde se encontra o melhor conteúdo e itens, me parece uma boa relação custo/benefício, mesmo pra quem comprar a Edição de Colecionador.

A Blizzard Entertainment não é conhecida por inovar, mas uma palavra que define os seus jogos é… viciantes. Certamente são projetos que levam vários anos para ficarem prontos, mas é incrível a paixão colocada em cada cenário e mecânica, nos detalhes. Esse jogo demonstra como se faz um game quase perfeito, com profundidade e com destaque para a sua jogabilidade. Diablo III é o melhor no que faz e está ai para perdurar por anos.

E que venha(m) a(s) expansão(ões)!

Diablo III Quebra Recordes de Vendas

Fonte: Eurogamer Portugal

Diablo III é agora, o jogo para PC que mais vendeu em sua primeira semana, assim como no dia de seu lançamento.

O jogo vendeu cerca de 3.5 milhões de cópias nas primeiras 24 horas, não incluídos neste número os 1.2 milhão de jogadores que compraram o Passaporte Anual de World of Warcraft, lembrando, passaporte esse que incluía uma cópia de Diablo III como parte do plano de fidelidade. Isto significa que no total, 4.7 milhões de jogadores e jogadoras invadiram o mundo ficcional de Santuário, onde se desenvolvem as tramas dos games da franquia Diablo, isso somente no primeiro dia, números que o transformam no maior lançamento de até hoje no PC.

Após uma semana, já foi alcançada a incrível marca de aproximadamente 6.3 milhões jogadores nos servidores do jogo, números que não incluem os jogadores(as) Coreanos, que de acordo com a própria empresa, o jogo é até o momento o título mais jogado (cerca de 39% de penetração).

O presidente da Blizzard Mike Morhaime afirmou estar muito feliz pelo estrondoso sucesso inicial do jogo, mas se desculpou pelos problemas nos servidores que impediram milhares de pessoas de jogar durante os primeiros dias.

Estamos muito contentes pela adesão inicial de tanta gente de várias partes do globo e lamentamos que as nossas preparações não foram suficientes para garantir que todos tivessem uma boa experiência desde o inicio. Quero reafirmar o nosso compromisso para com os milhões de jogadores de Diablo III tenham uma grande experiência de jogo daqui em diante, assim como agradecer o apoio de todos.

Morhaime ainda disse:

“Alcançar um novo recorde num lançamento é uma grande conquista, no entanto, estamos especialmente orgulhosos do “feedback” com relação a jogabilidade, que temos recebido dos jogadores de todo o mundo. Estamos muito felizes por Diablo III ter correspondido às enormes expectativas de todos e ansiosos para dar boas vindas a mais pessoas no mundo de Santuário no futuro”.

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